O número de mortos no ataque armado à Igreja Ortodoxa Grega de São Jorge em Hamoud, no governatorado de Karak, no sul da Jordânia, subiu para nove, além de registrar outras pessoas feridas. O episódio violento ocorreu durante a realização de um funeral em uma sexta-feira, mobilizando as autoridades de segurança locais para investigações intensivas e buscas pelos responsáveis.
Segundo relatos repassados pelas autoridades policiais, três homens armados chegaram ao templo religioso a bordo de uma caminhonete de cor azul. Um dos suspeitos utilizava máscara e portava um fuzil do modelo Kalashnikov, enquanto os outros dois estavam com os rostos descobertos e armados com pistolas. O tiroteio teve início nas proximidades da entrada principal da edificação, local onde dezenas de enlutados aguardavam reunidos.
Investigação e resposta oficial do governo
Informações divulgadas por veículos de imprensa indicam que o trio de atiradores transportava uma quantidade expressiva de munição e realizou diversas trocas de carregadores durante a ação. Relatórios apontam que disparos adicionais foram efetuados contra vítimas que já haviam caído ao solo, sendo todas as fatalidades registradas nas imediações da porta de entrada.
O ministro do Interior da Jordânia, Mazen al-Faraya, classificou formalmente a ocorrência como um atentado terrorista perpetrado por um grupo extremista. Em paralelo, o diretor de Segurança Pública, major-general Obeidallah al-Maaytah, confirmou que as forças de segurança seguem coletando dados para identificar, capturar e submeter os criminosos ao rigor da lei.
Repercussão religiosa e apelos pela unidade nacional
Lideranças religiosas de diversas matizes manifestaram repúdio imediato ao ato de violência. Patriarcas e chefes de igrejas em Jerusalém definiram o ataque contra pessoas em momento de oração como um crime grave contra a divindade e a humanidade, prestando solidariedade às famílias afetadas e ao patriarca ortodoxo grego Teófilo III.
Como forma de protesto pacífico e luto, templos religiosos em toda a região acionaram seus sinos ao meio-dia de sábado, promovendo orações coletivas pelas vítimas. Instituições como o Patriarcado Latino de Jerusalém e o Conselho de Igrejas da Jordânia enfatizaram que a harmonia entre muçulmanos e cristãos no país funciona como uma barreira natural contra o extremismo.
O rei Abdullah II veio a público reiterar que os envolvidos sofrerão as punições mais severas previstas, destacando que investidas violentas não conseguirão romper os laços de solidariedade entre os cidadãos jordanianos. Para saber mais sobre os desdobramentos desta e de outras notícias internacionais, continue acompanhando as atualizações de O Ponto, seu portal comprometido com a apuração rigorosa e o jornalismo de qualidade.